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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Ainda Marrocos...

Prometi algures que apresentava as contas da nossa viagem a Marrocos. Assim será. Seguem os valores convertidos em euros. No entanto, salientamos que fizemos dois levantamentos em Marrocos 2000 MAD + 1000 MAD, que convertiamos em 200€ + 100€. De facto, depois de analisados os extractos bancários, estavam em causa 182,10€ + 91,05 €. Já agora sugerimos: quantos menos levantamentos fizermos no estrangeiro, tanto melhor... poupamos nas taxas fixas por transacção.


Seguro ......................................... 35,14 €
Comida LIDLE + outras compras ............ 78,44 €
Gasóleo ........................................ 63,50 €
Portagem Esmoriz-Aveiro ..................... 1,30 €
Gasóleo .........................................10,00 €
Gasóleo .........................................41,00 €
Cafés (Espanha) .................................2,20 €
Portagem Sevilha-Jerez ........................5,65 €
Gasóleo .........................................15,00 €
Gasóleo .........................................43,00 €
Barco Algeciras-Ceuta .........................64,00 €
Camping Chefchouen ...........................8,00 €
Almoço ...........................................3,87 €
Camping Azrou ..................................5,50 €
Gasóleo .........................................23,41 €
Gasóleo .........................................12,00 €
Reparação da Embraiagem ...................18,00 €
Reparação da Embraiagem ...................23,86 €
Tabaco ...........................................3,24 €
Almoço Kasba ..................................15,30 €
Gasóleo .........................................27,91 €
Tabaco ...........................................3,60 €
Camping Merzouga .............................8,10 €
Almoço ...........................................7,65 €
Camping Ouzzazate .............................3,96 €
Gasóleo .........................................22,51 €
Chá esplanada Marrakech ......................0,54 €
Camping Chefchouen ..........................20,00 €
Jantar Marrakech ................................5,46 €
Camping Marrakech .............................4,55 €
Almoço Marrakech ...............................5,46 €
Almoço viagem de Marrakech ..................4,92 €
Tabaco ............................................1,50 €
Gasóleo ..........................................36,42 €
Prenda para o RUI ................................2,64 €
Prenda para o ANDRÉ ............................9,11 €
Gasóleo ..........................................21,90 €
Barco Ceuta-Algeciras ..........................64,40 €
Portagem Jerez-Sevilha ..........................5,75 €
Gasóleo ...........................................61,00 €
Portagem Aveiro-Esmoriz ........................1,60 €
TOTAL: ................................791,39 €
(subtraímos prendas e tabaco) ................36,65 €
TOTAL B: .............................754,74 €

Adividir por dois: ............................377,37 €

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O regresso...

Os 7º e 8º dia foram os dias do regresso a Portugal e ao Porto. No 7º dia fizemos o percurso Marrakech-Chefchouen, descontraidamente mas sem grandes distracções. Tínhamos que estar no dia seguinte de manhã a embarcar no ferry para a Europa. Impressionante a quantidade de crianças que vivem naquelas terras. No horário de saída (ou entrada) da escola, era uma massa de gente que não nos deixava indiferentes...

O embarque... acabou por ser possível apenas na tarde do 8º dia. Foi conturbadíssima a travessia da fronteira. Um polícia marroquino, enorme, depois da análise do meu passaporte (era o quarto carimbo de entrada/saída de Marrocos), revirou e completamente o meu Defender e inspeccionou obsessivamente todas as partes do carro que pudessem ser meio de transporte de droga, com o auxílio de uma chave de fendas. Até o depósito do óleo foi minuciosamente inspeccionado com uma lanterna... e no final olhava-me convencido que algo lhe tinha escapado. Os espanhóis olharam-me para tentar perceber o que dizia o meu rosto... e mandaram-me avançar.
Para além disso, ainda apanhámos uma avalanche de gente que de repente forçou a entrada descontrolada em Marrocos. Eram marroquinos que traziam compras de Ceuta... pela forma como vimos alguns a fugir da polícia, havia álcool naquelas bagagens.

Por fim, mais uma vez, estivemos horas à espera do ferry, desta vez, aparentemente porque chegámos 10 minutos depois das 12:30, e só tínhamos um novo barco às 15.

Fizemos o percurso inverso ao da ida (1º dia). Fez-se bem, ainda passámos por Trancoso onde a minha mãe nos deu o jantar. Eram já
3 horas da manhã quando beijei o meu filho que, meio a dormir, soltou um emocionado "papá... quase que me apanhavas a dormir", virou-se para o lado e continuou a dormir... no dia seguinte compensámos...

Curioso foi termos necessitado de dois depósitos mais 25 € (de gasóleo) para ir do Porto a Algeciras, e apenas dos dois depósitos para fazer Algeciras-Porto...

Por agora faço uma pausa na viagem... vou reunir-me com o meu companheiro e fazer as contas... são para publicar.

Abraços.


VER FOTOS DO REGRESSO

terça-feira, 22 de abril de 2008

6º Dia, a Pista de Telouet

6º Dia, a Pista de Telouet

Para mim foi uma repetição. Fiz esta pista em 2004, acompanhado pela minha mulher e mais rapaziada num Opel Frontera. Dessa minha primeira experiência ficou-me na memória o contraste com a pista da Garganta do Todra para a Garganta do Dades... (mais longa e difícil). Desta vez foi vivida como uma experiência de montanha, aproveitámos o percurso que tínhamos planeado para fazer este desvio e sentir a altura, o cruzamento de carros em espaços curtinhos e precipícios vertiginosos... Para mim, foi-me bastante agradável. Foi neste dia que percebi que nunca me senti tão bem nas minhas viagens a Marrocos como desta feita, senti-me calmo, seguro... mas isso são coisas minhas...

Na minha memória de 2004, estava ainda a travessia do Atlas a caminho de Marrakech, por estradas que serepenteavam a montanha, nessa data já noite avançada. Desta vez queria fazer esta travessia de dia... É mais uma série de imagens que valem tudo...

Lá estava o monte Tubkal... que atracção. O meu companheiro André, falava de o subir... e eu que tive um par de experiências de caminhadas em montanha (alpinismo), até tive vontade de as recuperar... aqui está mais um projecto. No ponto mais alto do nosso percurso por estrada (Tichka), resolvemos tomar um chá (já só tínhamos 6 MAD, mas não foi problema, deram-nos o chá pelo dinheiro que tínhamos). Conversámos com um local que nos disse ter subido o Tubkal com um grupo de portugueses... portugueses que “vinham a Marrocos procurar tesouros de tempos muito antigos”... ainda tenho esta a rebolar na minha cabeça.

Passámos pela Praça Jemaa El-Fna..., vimos as cobrinhas e o teatro... mas não era para isto que eu vinha a Marrocos (estava noutra: acabámos o dia a comer viande haché numa tasquinha na estrada para Al Jadida.).

VER FOTOS DO 6º DIA

segunda-feira, 21 de abril de 2008

5º Dia... O dia da travessia entre Merzuga e Zagora.

5º Dia... O dia da travessia entre Merzuga e Zagora.

Para mim, era a pista que tinha ficado por fazer nas anteriores viagens a Marrocos, e fui lá para a experimentar. Ainda em Merzuga fomos abordados por uns par de guias a quem na véspera dissemos que iríamos fazer esta pista sozinhos... Procuram avisar-nos (ou melhor, amedrontar-nos) do perigo que havia em nos perdermos e irmos parar à Argélia... Nós resolvemos avisá-los (ou melhor, amedrontá-los) do perigo que corria a profissão deles com os GPS ...
Começámos por fazer a parte inicial do percurso no (novo) asfalto até Taouz. Nesse percurso procurámos identificar a pista do “Parola”, marcada por antigos rodados e algumas pedras elevadas a sinalizá-la. Já em Taouz, entramos na pista e iniciámos a nossa aventura. O dia reservou-se cansativo e cheio de diferenças de paisagens, de cor, piso, tudo... imperdivel para qualquer aventureiro ou amante do TT. Tenho a sensação que todas as pessoas que conheço teriam prazer com esta pista (mesmo aqueles que têm gostos e interesses distintos dos meus). Na fase inicial estivémos muito próximo da fronteira com a Argélia, passávamos por em pistas em rios secos, havendo diferenças significativas entre a rota que nós seguimos e a que tínhamos gravada no GPS. Encontrámos algumas populações, numa delas
acabámos por deixar os materiais e roupas que tínhamos connosco (numa associação para o desenvolvimento local). Foi numa das últimas terrinhas que encontrámos um grupo de 5 motards espanhóis que faziam o mesmo percurso que nós. Estavam parados, movidos pelo conselho dos locais que refriam haver muito pó na travessia de um rio numa fase mais avançada da pista. Nós acabámos por seguir viagem, de facto encontrámos muito pó... mas nada de complicado... tudo corria lindamente e havia muito espaço para parar e contemplar a vastidão das paisagens... soberbas. Foi num destes momentos que passaram por nós os motards espanhóis. Mais à frente cruzámo-nos com dois ingleses, um Land Cruiser e um Patrol... Nos primeiros 100Km, havia albergues para receber os turistas... mas nós tínhamos planeado fazer o almoço no meio do nada. Pensamos em encontrar uma sombra... e 10 minutos depois, desistimos, parámos, fizemos o almoço e comemos...

Já próximos de Zagora, passámos novamente junto à fronteira com a Argélia, agora, num posto militar Marroquino e tudo. Veio receber-nos um militar (abrir uma cancela que impedia a passagem) e perguntou-nos se vinha mais algum carro, ao que dissemos que não. Mostrou surpresa por termos feito a pista sozinhos (eu e o André). Sabemos que é uma regra do TT fazer este tipo de actividades em grupo (mínimo 2 carros)... mas não foi possível... e bem tentámos encontrar parceiros. No entanto, de facto, fomos sozinhos para Marrocos fazer estas pistas porque tinhamos os tracks do Parola Gonçalves. Especificamente, este track deixou-me muito à vontade e, actualmente, estou convencido que há um fluxo significativo de transeuntes nesta pista, turistas é claro, que faz com que os riscos que corremos não sejam muito diferentes de alguns riscos que corremos no nosso Portugal, muito frequentemente (NOTA: não há rede de telemóvel)...
Quanto à “pista do Parola”, o meu colega André estava sempre a perguntar se estávamos na “pista do Parola”!!! Ele até poderia achar que era uma qualquer mineral da região, ou um herói local... mas não, ele sabia quem era o Parola.

Quanto aos leitores deste blog, aconselho-vos esta viagem, que mais não seja, só pela pista... uma pequena aventura emocionante, com paisagens impressionantes. Se leste isto... só perdes de ainda não estares a programar esta tua viagem para fazeres a pista Merzuga – Zagora... em 4X4.

VER FOTOS DO 5º DIA

sábado, 19 de abril de 2008

Um dia de TT na areia e, depois, de descanso...

Um dia de TT na areia e, depois, de descanso...


O 4º dia era para o TT e para o descanso. Para mim foi a estreia nas dunas do deserto. Espectacular!... Esvaziámos os pneus e lá andámos duna abaixo duna acima até que ficámos enterrados e, assim, felicíssimos, lá usámos a pá... O André até foi o primeiro a experimentar... e de repente ele já era mais experiente que eu. Perdemo-nos uma série de vezes do track do Parola Gonçalves e acabámos por seguir um trilho de jipes (ou/e moto 4) que teriam feito o percurso no sentido contrário ao nosso. Voltámos para trás quando nos deparámos com uma elevação enorme e a pique. Mesmo com esta desistência, voltar a fazer o percurso inverso foi uma emoção...
Fartei-me de fazer filmes de dromedários para mostrar ao meu filho (que diz querer ir comigo ao deserto ver os camelos)...


Concluímos o nosso passeio matinal em torno de Erg Chebi quando a tarde já tinha ocupado o OASIS. Entre conversas com os nossos anfitriões, lá fomos partilhando as nossas vidas...

Foi nesse dia que tomámos o nosso primeiro banho Marroquino.

Tal como tinha acontecido na noite anterior, fizemos questão de tomar um chá de menta antes de ir dormir. No auberge, para além de nós, estavam dois motards espanhóis (só na 1ª noite) e um grupo de dois casais franceses (um de velhotes, incrivelmente baixinhos, que trajavam vestes marroquinas/árabes mais ou menos estereotipadas, dos quais não conhecemos o tom de voz, e o outro, mais jovem, ela marroquina e ele um francês que contava ter atravessado 3 vezes o Sahara, uma delas aos 23 anos, como único ocidental numa caravana de camelos que transportava cale e minerais do Mali para Zagora (o grande deserto mesmo!!)...

No dia seguinte esperava-nos o dia das emoções mais fortes...

VER FOTOS DO 4º DIA

sexta-feira, 18 de abril de 2008

O 2º dia.

O 2º dia.

No 2º dia, optámos por uma viagem mais curta para podermos jantar e dormir melhor. Foi uma etapa de transição, para ao 3º dia estarmos no deserto, em Merzuga, verdadeiro destino da nossa viagem.
Depois de desmontada a tenda (o interessante é que demorou 2’’ a montar e 2’ a desmontar) fomos levantar dinheiro (MAD - Dirhams Marroquinos) e comprar tabaco (para o André, porque eu há 6 meses que não lhes toco). Bebemos um chá de menta num café na praça Moahmed V e deixámo-nos ficar. Pudemos contactar desde logo, recordando, com a realidade Marroquina: no café, só homens, aos beijos e de mão dada. Já não é isto que nos surpreende, mas voltamos a confrontar-nos com a diferença... que agora é quase natural. A reflexão do meu companheiro tem andado em torno do “potencial mercado de promoção imobiliária”, tantas foram as “paisagens naturais por destruir em nome do betão”... é claro que por aqui o mercado tem o problema da falta da procura... mas pela evolução que está a ter Marrocos, eles chegam lá. Por enquanto vamos tirando (nós e eles) prazer desta espectacular natureza. Quanto a mim, a minha reflexão do dia esteve relacionada com a convivência de um caos de peões e desrespeito pelo cumprimento das regras de trânsito, que parecem coexistir sem consequências negativas para os primeiros (pelo menos aparente). A explicação que encontrei é uma observação que pode ter tanto de factual como de ficcionada: parece que os condutores não esperar nenhum comportamento de auto-protecção dos transeuntes e, assim, estão sempre alerta para qualquer acontecimento inesperado relacionado com eles (por exemplo, uma entrada de rompante na via publica...). É como se os condutores tivessem a obrigação de zelar pelo peões, (valor implícito, que parece ser mais importante que o de cumprir o código da estrada (porque, este, não o cumprem). Isto não é de difícil adaptação... mas parece haver uma diferença na postura que temos que ter (condutores)... em Marrocos. É frequente verem-se ultrapassagens em riscos contínuos ou “stop’s” ignorados, mas a precaução dentro das localidades é clara... e não é pelo polícia ou pelo código, parece ser mesmo por consideração e protecção dos peões...




Acabámos por chegar a Azrou. No segundo dia começaram a ser claros os problemas com a engrenagem de velocidades... estávamos a ficar apreensivos. O tempo continuava chuvoso e as paisagens da viagem, sendo bonitas não são o espectáculo dos dias que se seguem

A noite correu bem, mas cheia de chuva (a tenda do meu irmão foi aprovada).

Amanhã vamos acordar cedo. É para dormir no OASIS em Merzouga...


Quanto às opções para este segundo dia, estou convencido que ganhávamos com uma viagem mais longa e rápida para o Atlas/Deserto... É claro que há muito para se ver em Marrocos... mas nós, nesta viagem, íamos à procura do Sul.

NOTA: Estava constipado... mas a ficar melhor. Tomava paracetamol de 12 em 12 horas e a coisa aguentava-se bem.


quarta-feira, 2 de abril de 2008

Inverosímil

Inverosímil
(Paulo Guedes, 2 Abril 2008)


O que me leva novamente a Marrocos?
Da primeira vez que lá fui, foram decisivas as histórias que o Rui (Pena) me contava sobre este país, tão perto de Portugal e ao mesmo tempo tão longe, nos seus muitos contrastes; sempre gostei de histórias, se possível de outros tempos e de outros mundos e foi isso que senti quando fui a primeira vez a Marrocos, senti um outro mundo, diferente, vivo e inverosímil.
Antes de me explicar deixem-me então partilhar uma história, também ela inverosímil e ainda muito viva: estávamos nas gargantas do Torda e, depois de um excelente repasto, dirigimo-nos para Agoudal (aldeia perdida no meio do alto Altas a cerca de 2400 metros de altitude); subíamos por uma estrada em terra e gravilha aberta nos flancos da montanha e que parecia nunca mais acabar; as paisagens eram fantásticas, mas o meu medo das alturas ainda o era mais; depois de ultrapassarmos o ponto mais alto em que estive de automóvel seguimos por uma estrada também ela de terra e gravilha que parecia um leito de rio seco e lá chegamos a Agoudal; era o final da tarde e os restos do pôr-do-sol iluminavam a vila – imaginem: nas montanhas, já a escurecer, as sombras projectando-se, a escuridão estendendo-se e Agoudal, ainda iluminada, amarela, viva, brilhante, inverosímil – é uma imagem que não me sai da cabeça; lá parámos, arranjámos um sítio, ligeiramente afastado do centro de Agoudal, mas que nos inspirava confiança, para montar as tendas; depois do jantar, feito por nós (viva a camping gás), queríamos telefonar à família; mas não tínhamos rede nos nossos telemóveis, o que nos levou a perguntar se haveria algum telefone que pudéssemos utilizar; informaram-nos que existia um telefone na aldeia; quando lá chegamos percebemos que era o único telefone que existia na aldeia; era religiosamente guardado por um agoudalense, que apontava os sagrados períodos num livro e que depois informava quanto se tinha que pagar; lá fomos nós para a fila e telefonamos às nossas famílias; dissemos que estamos no século XXI; mas o agoudalense não se acreditou. Foi também aí, em Marrocos, que percebi a noção de monopólio (comercial).
Marrocos é uma terra de contrastes: tem o 2º pico mais alto de África (a que espero subir um dia), tem cidades que nos recordam a Suiça como Ifrane, com as suas casas achalésadas; tem praias e uma linha costeira imensa; tem cidades ao mesmo tempo passadas e futuras (veja-se o caso de Fez, com a sua zona antiga e a sua zona nova) e tem o maior deserto do mundo - o Saara que de propósito ou a propósito quer dizer “terra que por ninguém passa”; é lá que vamos concentrar os nossos esforços nesta minha 2ª viagem e 4ª viagem do Rui.
E é isto que me leva novamente a Marrocos - sentir que há novos mundos aqui tão perto, e poder conhece-los. Sentir que estou seguro, mas que há aventura e adrenalina. E sobretudo poder partilhar mais uma história do deserto e da sua magia.